Hospital do Servidor Público Municipal
O quanto você sabe sobre HIV e AIDS?

O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) atinge o sistema imunológico do indivíduo, enfraquecendo-o e deixando a pessoa mais vulnerável a infecções causadas por micro-organismos. A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a doença do sistema imunológico causada pelo HIV, e se manifesta quando o organismo fica vulnerável a doenças oportunistas; doenças que o corpo humano costuma controlar, mas que na presença do HIV se manifestam com frequência.
Para entender mais sobre o HIV, acompanhe abaixo a entrevista feita com o Dr. Marcos Antonio Cyrillo, Coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HSPM.
1. Como o HIV é transmitido?
A transmissão do HIV ocorre por meio do sexo sem proteção (oral, anal e vaginal), por transfusão de sangue, uso de objetos cortantes contaminados, amamentação e parto.
2. Como o HIV se manifesta e quais são os sintomas de cada fase?
A primeira fase é chamada de infecção aguda, onde acontece a incubação do HIV. Este período varia de três a seis semanas e o organismo leva de 30 a 60 dias para produzir os anticorpos anti-HIV. A próxima fase é chamada de assintomático, nela há uma forte interação entre as células de defesa e as mutações do vírus, o que não enfraquece o organismo o bastante para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Em seguida, as células de defesa começam a funcionar com menos eficácia até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns, dando início à fase sintomática inicial, onde os glóbulos brancos do sistema imunológico (T CD4+) são altamente reduzidos. Os sintomas comuns desta fase são febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. Por fim, a baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas e com isso atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS.
3. É possível ter HIV e não ter AIDS?
Sim. Existem indivíduos positivos para o vírus da HIV que vivem anos sem apresentar sintomas e desenvolver a doença. Essas pessoas podem transmitir o vírus por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas ou durante a gravidez e a amamentação.
4. Quais são os métodos de prevenção da HIV e AIDS?
O método mais simples é o uso de preservativos nas relações sexuais. Os preservativos são distribuídos gratuitamente em unidades de saúde e podem ser comprados em farmácias e drogarias.
5. Existe cura para o HIV e AIDS?
Não há cura conhecida para o HIV e a AIDS. O tratamento e o acompanhamento com o médico devem ser realizados durante toda a vida.
6. A transmissão do vírus pode ocorrer por meio da saliva, beijo ou urina?
Não, a transmissão do HIV só ocorre por meio de relações sexuais sem camisinha, durante a gestação, amamentação e transfusão. Além disso, talheres, pratos, abraço, também não transmitem o vírus.
7. Como é o tratamento do HIV e aids?
O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização de exames. Os medicamentos antirretrovirais só podem começar a ser tomados quando os exames indicarem a necessidade. Os remédios buscam manter o HIV sob controle e diminuir a multiplicação do vírus no corpo, recuperar as defesas do organismo e aumentar a qualidade de vida. Para que o tratamento dê certo, o soropositivo não pode se esquecer de tomar os remédios ou abandoná-los. O vírus pode criar resistência e, com isso, as opções de medicamentos diminuem. A adesão ao tratamento é fundamental para a qualidade de vida.
8. O que é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) na prevenção do HI e como é realizada?
O PrEP é uma combinação de dois medicamentos (tenofovir+entricitabina) que bloqueiam alguns meios que o HIV usa para infectar o ser humano. O PrEP é indicado para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV. Os comprimidos devem ser tomados antes da relação sexual, pois eles permitem que o organismo esteja preparado para enfrentar o possível contato com o vírus. Esta medicação é utilizada diariamente.
Já o PEP também é uma medida de prevenção de urgência utilizada em situações de risco à infecção do HIV, que consiste no uso de medicamentos imunobiológicos que reduzem os riscos de infecções. O tratamento deve ser iniciado no máximo até 72 horas após a exposição ao vírus e realizada por 28 dias. Todo o processo deve ser feito com o acompanhamento de uma equipe de saúde.
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