Secretaria Municipal da Saúde
Jornada de 48 anos da médica Flávia Terzian remete à origem da Atenção Hospitalar municipal

Flávia Terzian: a médica que viu nascer a Atenção Hospitalar municipal e que hoje comemora 48 anos de profissão (Acervo/ Ascom)
O quintal da infância de Flavia Maria Porto Terzian eram as praias de Pernambuco. Essa paisagem mudou radicalmente, durante quase 50 anos, para dar lugar às fachadas dos hospitais municipais de São Paulo onde construiu a trajetória como médica. Formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Flavia entrou na Prefeitura de São Paulo, em 1978, movida pelo desejo de se especializar em cirurgia geral. O que seria uma etapa de sua formação se consolidou em uma vida dedicada ao serviço público.
Do Tatuapé à gestão central
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) recebeu Flavia para a residência médica do Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, o Tatuapé. Entre plantões nas quartas e quintas-feiras, a médica viu sua vida pessoal e profissional se entrelaçarem de forma profunda: a filha primogênita nasceu com um problema cardíaco, o que levou a mãe a um breve afastamento. Mas, em 1987, a Flavia retornou ao Tatuapé, onde ajudou a consolidar o atendimento em uma das regiões mais densas da cidade. Ao longo de quase cinco décadas, ela não apenas operou pacientes, mas principalmente mudanças estruturais na rede. De cirurgiã-geral e especialista em gastroenterologia, passou a ocupar postos de liderança que exigiam uma visão macro. Foi chefe de pronto-socorro e diretora do hospital onde fez a residência, na zona leste da cidade, onde trabalhou por 19 anos. Entre 2009 e 2012, assumiu a superintendência da então Autarquia Hospitalar Municipal (AHM).
Uma testemunha da história
Flavia viveu a era “pré-SUS”, quando o atendimento era ofertado apenas a quem tinha vínculo trabalhista. Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a médica testemunhou a democratização do acesso de toda a população aos cuidados e o surgimento de desafios da infraestrutura para isso. A mudança de paradigma, segundo Flavia, foi encarada com naturalidade: “Para a gente, a transição até foi tranquila, porque já atendíamos quem não tinha convênio ou vínculo, eram registradas na entrada como ‘indigentes’. Então, apenas continuamos o trabalho”, relembra. Seu maior desafio na saúde pública foi na pandemia de Covid-19. Assumiu a coordenadoria da Atenção Hospitalar, onde esteve no epicentro da crise, transformando leitos da noite para o dia. Na Mooca, por exemplo, o Hospital Municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa ficou 100% dedicado ao atendimento de pacientes infectados e que necessitavam de internação.
Rigor e Humanidade
Conhecida por sua postura firme e decidida, Flavia não nega a fama de brava. “Tenho um compromisso inegociável com a assistência. O que precisa ser feito pelo paciente, deve ser feito e com excelência.” Sua liderança alcançou toda a rede hospitalar de São Paulo, nas reformas, adequações técnicas e implementação de linhas de cuidado modernas, como as de AVC e infarto agudo do miocárdio (IAM). O legado para que espera deixar tem a humanidade associada à eficiência de um sistema vivo, em constante aprimoramento.
Q+
Fora dos hospitais, a profissional confessa que o seu maior luxo é o descanso. “Adoro dormir”, diz com sinceridade. Embora a rotina da metrópole a tenha mantido por muito tempo longe do mar onde cresceu, sempre que pode ela corre para a praia.
Gente.doc
O boletim Saúde Mais Perto/Gente tem uma versão em vídeo publicada no canal da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no YouTube. Para conhecer mais sobre os protagonistas dessas histórias inspiradoras no SUS da cidade de São Paulo. Nesta edição, saiba um pouco mais sobre a Flavia:
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